MP faz operação contra fraudes em licitações e afasta servidores

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) realizou, na manhã desta terça-feira (31), uma nova etapa de uma investigação que apura irregularidades em contratos públicos. A ação faz parte da segunda fase da Operação Pretense, chamada de “Mão Dupla”, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).

Ao todo, foram cumpridos 23 mandados de busca e apreensão e outras medidas judiciais nas cidades de Coronel Sapucaia,Amambai,Ponta Porã e Caarapó.

Entre as decisões da Justiça estão o afastamento de dois servidores de funções públicas, além de restrições como proibição de frequentar prédios públicos, de manter contato com outros investigados e uso de tornozeleira eletrônica.

As investigações apontam suspeitas de fraudes em licitações, desvio de dinheiro público, corrupção e pagamentos irregulares em contratos da Prefeitura de Coronel Sapucaia. Segundo o MP, o esquema envolveria agentes políticos, secretários municipais, servidores e empresários da região.
A primeira fase da operação aconteceu em dezembro de 2024 e já havia mirado a prefeitura e empresas ligadas a um grupo familiar do município. Agora, o Ministério Público aprofunda as apurações sobre como funcionava o suposto esquema.
O nome da operação, “Mão Dupla”, faz referência a uma expressão que, segundo os investigadores, era usada nas negociações ilegais: “Você me ajuda que eu te ajudo”.
A Prefeitura de Ponta Porã esclarece que não possui qualquer relação com a Operação “Pretense”, deflagrada na manhã desta terça-feira, 31 de março, pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO). Informações divulgadas de forma equivocada ou mal-intencionada por alguns veículos de comunicação tentaram associar a administração municipal à referida operação, o que não condiz com a realidade. A gestão reforça que não foi alvo de cumprimento de mandados e não figura como investigada na ação. Causa estranheza o fato de que, em determinada reportagem, o nome da Prefeitura de Ponta Porã tenha sido destacado no título, mesmo sem qualquer envolvimento direto com os fatos apurados. Ressalta-se ainda que eventual medida cumprida no município ocorreu em endereço privado e envolve pessoa sem qualquer vínculo com a atual gestão municipal. A Prefeitura de Ponta Porã reafirma seu compromisso com a transparência, a ética e a responsabilidade na condução da administração pública, colocando-se à disposição para quaisquer esclarecimentos necessários.

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