Defesa de adolescente diz que bebê deixado em lixeira nasceu morto

Publicado em

Facebook
Twitter
WhatsApp
LinkedIn
Pinterest

A adolescente de 17 anos suspeita de deixar o próprio filho recém-nascido morto em uma lixeira, em Ponta Porã, não sabia que estava grávida; é o que diz o advogado da menina, Paulo Belarmino de Paula Júnior. Segundo o defensor, a jovem ainda deve apresentar sua versão dos fatos para a polícia.

Para a reportagem, Paulo Belarmino adiantou o relato da jovem. Segundo ele, a adolescente até suspeitou da gestação, mas não fez teste e não teve barriga visível ao longo dos meses. Por isso, não sabia que estava de fato grávida.

Na segunda-feira, dia 20, começou a passar mal, foi ao banheiro e sentiu as cólicas aumentarem. Ela deu à luz ali mesmo. De acordo com a jovem, o menino nasceu sem vida, “roxinho”, por isso os pais dela, que estavam em casa no momento, não ouviram choro, nem perceberam nada.

A menina esperou que eles saíssem e só então tirou o bebê da casa. Deixou o menino na lixeira e voltou.

Mais tarde, a mãe e o pai da adolescente a encontraram se automutilando e a levaram para o hospital. Lá, ela contou sobre o bebê, mas, nessa altura, a polícia já havia descoberto o caso e retirado o recém-nascido da lixeira.

O pai da criança já foi ouvido pela polícia e, em depoimento, afirmou que os dois sabiam da gestação. Mas o advogado reafirmou que eles apenas desconfiaram e que a cliente nunca fez teste para confirmar.

O bebê foi encontrado na manhã de terça-feira (21) por funcionáriosda Secretaria de Obras da cidade, que trabalham na coleta de lixo, na rua Vasco da Gama, no Jardim Primavera. O recém-nascido estava enrolado em um casaco e parecia estar morto há algumas horas.

Hoje, o caso é investigado como infanticídio — ato de a mãe matar o próprio filho durante ou logo após o parto, sob influência do estado puerperal — pela 2ª Delegacia de Ponta Porã.

Mais Artigos

jovem foi presa vendendo droga no sutiã

Flagrada com porções de cocaína escondidas no sutiã, no Centro de Campo Grande, uma jovem de 18 anos confessou que vendia a droga e que usava o dinheiro