incêndios avançam por santuários naturais de MS

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. Incêndios avançam por dois santuários naturais de Mato Grosso do Sul. Na Serra do Amolar, ao oeste do estado, e no Parque Nascentes do Rio Taquari, ao norte, as chamas se alastram em locais de difícil acesso. Imagens feitas nesta quarta-feira (2) nos dois locais mostram as densas cortinas de fumaça e focos ativos .

  • Serra do Amolar – o fogo começou na área que fica em Corumbá no último sábado (27). Na região, as chamas estão concentradas em um morro com mais de 800 metros de altura, conforme o Instituto Homem Pantaneiro.
  • Parque Estadual das Nascentes do Rio Taquari já ao norte do estado, entre as cidades de Alcinópolis e Costa Rica, os primeiros focos foram detectados no dia 19 de setembro. Segundo a Defesa Civil, mais de 3 mil hectares foram consumidos pelas chamas, o que representa 10% da área total da unidade de conservação.
    Segundo a Defesa Civil e o Instituto Homem Pantanal (IHP), a suspeita é de que o fogo começou a partir de raios que atingiram as duas regiões.
    O fogo se espalha pelo Parque Estadual das Nascentes do Rio Taquari há quase 20 dias, segundo a prefeitura de Alcinópolis (MS), a situação está crítica e o fogo descontrolado. O local é de difícil acesso e equipes do Corpo de Bombeiros, funcionários de uma usina de etanol e produtores rurais ajudam no combate. Ao todo, 50 pessoas atuam no combate.

Conforme Martha Gilka Gutiérrez, gestora do parque, cerca de 3 mil hectares já foram consumidos pelas chamas. Conforme a Defesa Civil de Alcinópolis, o fogo começou com um raio, se espalhou pelo parque e também atinge fazendas da região.

A prefeitura de Alcinópolis informou que não há estimativa de animais mortos.

O Parque Estadual das Nascentes do Rio Taquari foi criado em 19 de outubro de 1999. A área tem 30 mil hectares e abrange os municípios de Alcinópolis e Costa Rica, região norte de Mato Grosso do Sul, nas divisas com Mato Grosso e Goiás.

Além da importância da unidade de conservação para a preservação do Cerrado, o local também protege a nascente de um dos principais rios do Pantanal, o Taquari. A região também é considerada um importante corredor ecológico entre Cerrado e Pantanal.

O parque abriga, ainda, sítios arqueológicos com vestígios de ocupação humana de até 11 mil anos, incluindo pinturas rupestres encontradas em cavernas e antigas rotas de Peabiru.

Peabiru é uma antiga rota indígena na América do Sul, que ligavam o litoral do Brasil ao planalto boliviano e aos Andes, atravessando o atual Peru. O nome, de origem tupi-guarani, significa “caminho gramado amassado” e a rota era utilizada para comércio, peregrinações espirituais e intercâmbio cultural e religioso entre os povos originários, além de ser explorada por europeus após o século XVI.

O incêndio na Serra do Amolar já dura cinco dias e nesta quinta-feira (2), 8 brigadistas da Brigada Alto Pantanal, 7 da Uberaba Guató, 3 do Prevfogo/Ibama, 2 aeronaves da Defesa Civil e 1 helicóptero do Ibama, atuam para combater as chamas que estão localizadas entre a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Acurizal e a Bolívia.

Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), quatro novas equipes com três brigadistas cada devem ser enviados ainda hoje à região.

A Serra do Amolar é considerada Patrimônio Natural da Humanidade e se destaca, sobretudo, por ser corredor natural para onças-pintadas, além de possuir espécies de flora intocadas.

O terreno e as paisagens da grande formação rochosa se diferem do restante do bioma pantaneiro é formada por 80 km de extensão de morros, que chegam a ter quase 1 mil de altitude. O território possui áreas com características de Mata Atlântica, do Pantanal e de Amazônia, o que resulta em uma rica biodiversidade.

A Serra do Amolar fica em Corumbá (MS) e só pode ser acessada por barco, pelo rio Paraguai, ou por via aérea.

O incêndio ameaça milhares de espécies que vivem na região. São cerca de 3,5 mil tipos de plantas, 325 espécies de peixes, 53 de anfíbios, 98 de répteis, 656 de aves e 159 de mamíferos.

Além da biodiversidade, a região tem uma importância significativa para o ciclo de cheia no Pantanal.

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