O caso pedreiro,policial vai a julgamento

Publicado em

Facebook
Twitter
WhatsApp
LinkedIn
Pinterest

O policial penal federal Joseilton de Souza Cardoso está sendo julgado na manhã desta terça-feira (14), no Fórum de Campo Grande, pela acusação da morte do servente de pedreiro Adilson Silva Ferreira dos Santos. O crime ocorreu em 24 de setembro de 2017, durante um show no estacionamento de um shopping, no Parque dos Novos Estados, na região norte de Campo Grande.

De acordo com a Polícia Civil, a vítima, na época, com 23 anos, se envolveu em uma confusão, no momento em que foi ao banheiro e acabou sendo baleado no peito, pelo agente. O jovem foi socorrido por uma equipe médica, que trabalhava no show, porém, não resistiu ao ferimento.

O policial penal federal foi preso em flagrante e disse na época que reagiu a uma agressão. A arma dele, uma pistola ponto 40, foi apreendida.

No julgamento, o primo da vítima, Márcio Giovane Souza Santos, foi um dos primeiros a depor. Ele disse que Adilson era uma ótima pessoa, um exemplo e que nunca tinha o visto brigar ou se desentender com ninguém. Relatou ainda que a esposa do rapaz estava grávida e que ele estava prestes a realizar o sonho de ser pai, quando foi morto.

“Fomos pegar uma cerveja, e aí estava o Joseildo lá escorado no banheiro e meu primo pediu licença porque queria usar o banheiro… Ele me perguntou o que meu primo era meu… Ele me disse que era agente penitenciário, meu primo perguntou o que ele tinha dito, e aí, eles começaram a brigar… Joseildo desequilibrou e caiu no degrau, segurei meu primo, ele caiu, só ouvi o disparo, olhei pro meu primo ele estava com o olho aberto, e cheio de sangue e o Joseildo com a arma apontada…”, relatou ao júri o familiar da vítima.

O advogado do réu, José Roberto Rodrigues, disse que o policial federal penal chegou a ser absolvido da acusação em um primeiro momento, mas que um recurso na segunda instância fez com que o processo voltasse a tramitar.

“Esse processo, ao final da instrução, o juiz entendeu por bem aplicar o artigo 415 do Código do Processo Penal e reconheceu, naquela fase, a legítima defesa própria e absolveu sumariamente meu cliente. A família

, através do advogado, o assistente de acusação, fez um recurso ao Tribunal de Justiça, que entendeu que seria de fato, submeter esse tese aos jurados. Em razão disso esse processo retomou ao primeiro grau e se designou essa data de Juri”.

José Roberto comentou que sustenta a tese de legítima defesa. “A tese é única, de legítima defesa. Nós, da defesa, apresentaremos uma tese alternativa, dentro dos nossos pedidos, mas a principal é a legítima defesa. Penso que o juiz, quando exerceu esse filtro, entendeu que nem haveria necessidade de submeter a Juri popular, porque todas as provas caminham para esse entendimento. Entendemos o inconformismo da família do falecido, mas as provas caminharam para isso”, comentou.

Mais Artigos

Bandidos roubam carro de jovem em praça

Um grupo de amigos foi assaltado na noite de quinta-feira (17), em uma praça do bairro Jacy, em Campo Grande. Uma das jovens, de 19 anos, foi tirada