Governo planeja usar 22,9 milhões de testes para diagnosticar covid-19

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O Ministério da Saúde quer ter à disposição da rede pública em todo o país 22,9 mil testes para diagnóstico de covid-19, informou nesta terça-feira (24) o secretário de Vigilância em Saúde da pasta, Wanderson de Oliveira.

O anúncio ocorre após uma orientação da OMS (Organização Mundial da Saúde) para que países aumentem a capacidade de testagem do coronavírus como forma de conter o avanço da pandemia. 

“Possivelmente, o Brasil deva ser um dos países que vai ter o maior número de casos, porque nós vamos testar muita gente, e a nossa letalidade vai ficar mais próxima do real”, afirmou o secretário.

Até a semana passada, o Ministério da Saúde não trabalhava com a possibilidade de testar um grande número de pessoas porque, além de não haver kits para tal, o ministro, Luiz Henrique Mandetta, defendia que o teste não adiantava para casos leves, já que ainda não existe tratamento específico para a covid-19. 

O governo já adquiriu 1 milhão destes testes, chamados de RT-PCR, sendo que 32,5 mil já foram utilizados. O último lote de entrega foi no fim de semana e chegou às unidades ontem.

No próximo dia 30, está prevista a entrega de mais 2 milhões de kits, todos produzidos pela Fiocruz, no Rio de Janeiro. A Petrobras vai doar 600 mil testes, também até o fim do mês.

Os kits de RT-PCR são usados para diagnosticar casos graves internados e por amostragem de casos leves em unidades sentinela (500 postos de saúde e hospitais em todo o país), para monitoramento da epidemia.

Leia também: Rede pública de SP fará até 2.000 testes de coronavírus por diaTestes rápidos

Todos os exames feitos por RT-PCR requerem a coleta de uma amostra de secreção do paciente, com o uso de um swab (espécie de cotonete). O material é enviado ao laboratório, onde é colocado em máquinas. 

Porém, o governo vai implantar a partir das próximas semanas, em esquema de avaliação, testes rápidos, semelhantes aos de glicemia, com um furo na ponta do dedo. Inicialmente, eles serão aplicados em profissionais de saúde e segurança pública. 

“O teste rápido eu faço em locais fora do laboratório, ele é mais simples, só que tem limitações. […] Demonstrando-se qualidade, em poucos dias teremos a capacidade de saber se também colocaremos esse teste para unidades de saúde, em áreas específicas. Mas isso é em uma segunda etapa”, afirmou Oliveira.

A Fiocruz conseguiu comprar 3 milhões de testes rápidos na China, que devem chegar ao país até o fim do mês. A mineradora Vale também está importando 5 milhões de testes, sendo que 1 milhão chega na semana que vem. 

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