Alvo da PF é uma organização criminosa que vendia armas e drogas para a região do Triângulo Mineiro

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A Polícia Federal (PF) e a Receita Federal realizam, na manhã desta quinta-feira (14), uma operação em Campo Grande contra uma organização criminosa que vendia armas e drogas para a região do Triângulo Mineiro. São cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão em casas e empresas, da capital e um em Jaraguari (MS).

A operação “Contra Ataque III” acontece em residências, empresas e um haras da capital sul-mato-grossense. No telhado de uma casa, a polícia encontrou celulares escondidos.
O delegado da Polícia Federal (PF) Glauber Fonseca de Carvalho Araújo informou que o morador da casa é o principal alvo da operação.
o empresário Willian Alves Ribeiro, quebrou dois celulares e tentou escondê-los jogando-os no telhado ao ver os policiais se aproximando da casa.
“Quando foi questionado, ele afirmou que não tinha celular. Os policiais desconfiaram e usaram um drone para sobrevoar a casa, identificando objetos parecidos no telhado. Mesmo quebrados, vamos tentar recuperar os aparelhos”, explicou o delegado.

oram presos quatro homens:

  • Willian Alves Ribeiro;
  • Welder Alves Ribeiro;
  • Bruno Antônio Guido Benzi;
  • Adalto Rodrigues de Souza Júnior.

Também foram alvos de mandados de busca e apreensão nas empresas WR Martelinho Express Ltda, Ribeiro & Tybusch Ltda, W.A.R. Transportes, Play Motors e Connect Peças. 
A operação apreendeu celulares, computadores, veículos, imóveis e valores em contas bancárias. Todo o material será periciado.

As investigações revelaram um esquema sofisticado que usava cargas agrícolas para esconder drogas. Empresas ligadas aos suspeitos recebiam o dinheiro do tráfico e não tinham registro fiscal que justificasse as altas movimentações financeiras, além disso, simulavam atividades como venda de veículos e serviços de oficina mecânica para disfarçar a origem do dinheiro.

A polícia identificou um esquema estruturado para viabilizar a logística da entrega de drogas e o recebimento do dinheiro obtido com a venda. Segundo a investigação, as drogas eram transportadas com uso de empresas ligadas aos próprios suspeitos ou a seus familiares.

O dinheiro obtido com o tráfico era movimentado por meio de contas bancárias de empresas autorizadas pelos sócios e também de contas em nome de parentes. Esses familiares, no entanto, não tinham renda compatível com os valores movimentados.

Para tentar esconder a origem ilegal do dinheiro, parte dos recursos foi investida em outros ramos, como a venda de veículos por meio de garagens de terceiros e em oficinas de manutenção e reparo de automóveis, conforme a PF.

Segundo a PF, o empresário possuía caminhões de alto valor e quatro cavalos avaliados entre R$ 150 mil e R$ 250 mil. Ele também usava empresas e contas de amigos e da esposa para lavar dinheiro. Dois outros imóveis dele — um galpão da empresa e uma casa em outro condomínio de luxo — foram alvo de sequestro.

De acordo com a PF, a ação é resultado da análise de provas coletadas pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Minas Gerais. Essa investigação apontou que os fornecedores de armas e drogas eram de Campo Grande.

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