Sete traficantes foram presos nesta sexta-feira (17) em operação da Polícia Civil que apreendeu dinheiro, cocaína, veículos e até um barco, avaliado em R$ 400 mil. Entre os alvos está o policial militar Lucas Villegas,já que estava atrás das grades pelo furto de drogas de uma redisidência e conforme a Polícia Civil dava apoio aos criminosos no transporte das drogas por Mato Grosso do Sul.
Conforme a força-tarefa da Operação Rota Blindada, há indícios de que parte de um carregamento de droga transportado de Corumbá não foi integralmente apreendido em abordagem da Polícia Militar, por interferência do policial, que estava de folga na data dos fatos. Esta é a segunda fase da força-tarefa.
Segundo a Polícia Civil, a organização criminosa contava com o apoio de agentes de segurança do Estado para traficar a droga através da fronteira, passando pelas rodovias do Estado.
Onde foram presos
Ao todo, a força-tarefa saiu às ruas para cumprir 8 mandados de prisão preventiva, mas um dos investigados não foi localizado e segue foragido. Na casa dele, foram apreendidos aproximadamente 2 kg de cocaína, além de uma motocicleta.
- Cinco investigados, ligados à logística de transporte e armazenamento da droga, foram presos em Campo Grande.
- Outro suspeito, que também atuava no armazenamento da droga, foi capturado em Corumbá, e o sétimo traficante foi preso no Paraná. Ele era suspeito de ter cooptado um policial penal para o transporte das drogas.
Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão em Corumbá — ao todo, 13 mandados foram cumpridos — houve também uma prisão em flagrante por posse de arma de fogo de uso permitido por um dos alvos da operação.
A operação, chefiada pela Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (DENAR), é desdobramento de investigação iniciada no fim de janeiro deste ano, após a apreensão de drogas em um galpão localizado na região do Indubrasil, em Campo Grande.
Na ocasião, duas pessoas foram presas em flagrante pela Polícia Militar. A partir de então, a Polícia Civil passou a apurar a origem da droga e a identificar os responsáveis pelo transporte até a Capital.
A investigação indicou que o carregamento saiu de Corumbá e foi transportado pelo policial penal Antonio Fernando Martins da Silva, em viatura oficial, modalidade de tráfico conhecida como “frete seguro”.
A descoberta deu origem à primeira fase da operação, deflagrada em fevereiro deste ano, quando foram cumpridos mandados de prisão contra o policial penal e o responsável pelo galpão no Indubrasil.
Com o avanço das investigações, especialmente a partir da análise do material apreendido, foram identificados novos integrantes do grupo criminoso, o que culminou na segunda fase da operação, nesta sexta-feira (17).
As investigações continuam para tentar identificar outros envolvidos e esclarecer toda a dinâmica do esquema criminoso.
Coordenada pela DENAR, a operação contou ainda com o apoio de equipes das Delegacias Especializadas de Repressão a Roubos e Furtos (DERF), de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros (GARRAS), 1ª DP de Corumbá e DP de Ladário, além da Polícia Civil do Estado do Paraná, por meio das Delegacias de Polícia de Cambé e de Cornélio Procópio.









