Prefeita de Campo Grande continua sendo investigada pela PF por compra de votos em eleição

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A Policia Federal cumpriu sete mandados de busca e apreensão nesta sexta-feira (19), em Campo Grande e Taquarussu, durante a operação Suffragium. A ação investiga esquema de compra de votos na campanha da atual Prefeita de Campo Grande MS (PP) nas eleições de 2024. Segundo a PF, o grupo atuava com estrutura em formato de pirâmide e realizava a compra de votos de forma “sistemática”.
Em nota, a prefeita afirmou que o caso já foi analisado pela Justiça e que a defesa obteve decisões favoráveis nas instâncias de Mato Grosso do Sul, além de parecer favorável da Procuradoria-Geral da República. Afirmou ainda, que as diligências realizadas não envolvem órgãos da administração municipal nem têm relação com a atual gestão.

Conforme a investigação, o esquema era dividido em quatro núcleos:

  1. Núcleo de comando político (topo da pirâmide): seria formado por possíveis beneficiários políticos do esquema. Segundo a PF, esse grupo estaria no nível de direção da estrutura, mas ainda não há, até o momento, elementos individualizados que comprovem participação direta em pagamentos ou transferências investigadas;
  2. Núcleo de coordenação institucional e financeira: seria responsável pela organização e gestão dos recursos usados no esquema. A investigação aponta que esse grupo movimentava e distribuía os valores destinados à compra de votos, com mecanismos para dificultar o rastreamento do dinheiro;
  3. Núcleo de intermediadores operacionais: seria formado por pessoas responsáveis por repassar os recursos e conectar a área financeira aos executores da suposta compra de votos. Segundo a PF, esse grupo atuava na logística, pulverização de valores e transferências para diferentes destinatários;
  4. Núcleo de eleitores (base da pirâmide): formado pelos destinatários finais dos valores, que seriam os eleitores supostamente beneficiados com vantagens econômicas para influenciar o voto.
    Uso de contas de pessoas físicas, servidores públicos e empresas para movimentar recursos;
    Transferências sucessivas entre diferentes contas, dificultando a identificação da origem do dinheiro;
    Saques que indicariam retirada coordenada de valores;
    Pulverização de recursos por meio de múltiplas transferências via Pix;
    Fracionamento de valores para reduzir a visibilidade das operações;
    Concentração das movimentações nas vésperas do primeiro e segundo turnos das eleições de 2024;
    Uso de contas de passagem para receber e redistribuir recursos aos executores do esquema.
    Segundo a Polícia Federal, as investigações identificaram movimentações financeiras consideradas incomuns. Entre elas estão saques em dinheiro, transferências fracionadas via Pix e o uso de contas de terceiros para movimentação e distribuição de recursos em períodos próximos aos dois turnos das eleições. Conforme a PF, os indícios podem estar relacionados à prática de compra de votos.

Segundo a PF, foram identificadas movimentações financeiras consideradas atípicas, como transferências sucessivas, fracionamento de valores via Pix e uso de contas de terceiros. As operações teriam ocorrido principalmente em períodos próximos aos turnos eleitorais. O suposto modo de atuação era o seguinte:

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