Recomposição da Aprendizagem é estratégia da Reme para segundo semestre letivo

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Para gestores, coordenadores e professores da Rede Municipal de Ensino de Corumbá, as férias já acabaram, pois essa semana está acontecendo um ciclo de formação continuada, prevendo estratégias pedagógicas que serão adotadas ao longo do segundo semestre letivo deste ano.

Segmentado por níveis de aprendizagem, o ciclo está ocorrendo em diferentes espaços da cidade, conforme o público-alvo. Para os profissionais do Ensino Fundamental, os encontros estão acontecendo de forma híbrida (presencial e on-line) com foco na Recomposição da Aprendizagem, estratégia que visa suprir as lacunas de aprendizagem trazidas com a pandemia.

“Precisamos do apoio de todos. Do envolvimento, da criatividade, do estímulo, precisamos estimular muito nossas crianças diante dos novos desafios que estão possibilitando novas aprendizagens e que elas possam ser significativas para todos. Iniciamos um ano que vale por três, temos crianças com déficit de aprendizagem muito grande, dificuldade muito maior do que vimos anteriormente. Um desafio porque dois anos não tivemos aulas presenciais, isso é uma realidade em todo o Brasil, mas ainda estamos numa realidade melhor do que muitos lugares”, disse Genilson Canavarro de Abreu, secretário municipal de Educação de Corumbá, durante a abertura do ciclo formativo.

Em Corumbá, a Rede Municipal de Ensino analisou as diversas opções e optou pelo modelo “Teaching at right level”, que traduzido ao português, nos oferece a principal proposta que é “Ensino no nível certo”. De acordo com Maria Aparecida Dias de Moura, gerente de Políticas de Gestão Educacionais, a experiência de outros lugares foi adaptada para aplicação nas escolas corumbaenses.

“Quando a pandemia iniciou, muitos países europeus já voltaram antes o atendimento presencial nas escolas e, mesmo com outras ondas de Covid, mantiveram as portas abertas.  Eles já começaram a experimentar outras formas de atendimento para tentar diminuir essa defasagem de aprendizagem. Esses processos mostram que a Educação não pode parar e, se parar, precisa ser recomposta”, explicou.

Maria Aparecida ainda reforçou a adoção deste modelo por questões que podem ser facilmente adotadas. Segundo ela, no diagnóstico realizado com os profissionais da Educação, chegou-se a três níveis nos quais serão agrupados os alunos: Introdutírio, Em Desenvolvimento e Consolidado. “Não demanda outro professor, outro espaço”, observou, entretanto, ela destacou que o sucesso da estratégia está intimamente ligado com o coletivo.

“Partimos do pressuposto que o ensino e a aprendizagem do aluno é interesse coletivo. Todos precisam se envolver não apenas um professor. Todos são e podem ser responsáveis pelo processo ensino-aprendizagem”, disse.

O retorno dos alunos para as salas de aula, iniciando o segundo semestre letivo na Rede Municipal de Ensino de Corumbá, está marcado para o dia 1º de agosto, segunda-feira, nas unidades de ensino das zonas urbana e rural, bem como as de difícil acesso, que incluem as escolas localizadas nas regiões das águas, em pleno Pantanal. São aguardados mais de 15 mil e 700 estudantes, incluindo o público infantil dos Centros Municipais de Educação Infantil.

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