Uma nova tempestade solar está prevista para atingir a Terra nos próximos dias, provocando alterações no campo magnético do planeta e possíveis interferências em equipamentos tecnológicos. O fenômeno poderá afetar operações de satélites, sistemas de navegação por GPS e determinadas comunicações por rádio.
O alerta ocorre após novos episódios de atividade no Sol e a identificação de uma corrente de partículas que deverá alcançar o ambiente terrestre. Embora a intensidade prevista seja relativamente baixa, os especialistas acompanham a possibilidade de o fenômeno ganhar força.
Entre os equipamentos que despertam preocupação estão os satélites responsáveis por serviços de comunicação e navegação. Além disso, novas explosões solares poderão provocar interferências nas transmissões de rádio, especialmente nas frequências utilizadas pela aviação e por outros setores especializados.Apesar dos riscos, não existe previsão de um apagão generalizado de internet, telefonia celular ou energia elétrica. Os possíveis efeitos deverão ser limitados, principalmente se a tempestade permanecer na intensidade atualmente prevista.Apesar dos riscos, não existe previsão de um apagão generalizado de internet, telefonia celular ou energia elétrica. Os possíveis efeitos deverão ser limitados, principalmente se a tempestade permanecer na intensidade atualmente prevista.Tempestade solar vai atingir a Terra
A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) emitiu um novo alerta para a possibilidade de tempestades geomagnéticas nesta sexta-feira (6) e no sábado (7) de novembro de 2026.
O comunicado, divulgado pelo Centro de Previsão do Clima Espacial da agência, indica que o fenômeno poderá alcançar a categoria G1, considerada fraca na escala internacional utilizada para classificar tempestades geomagnéticas.
A previsão aponta maior possibilidade de perturbações entre a noite de sexta-feira e o início de sábado, pelo horário de Brasília.
Entretanto, os cientistas não descartam uma intensificação. Em seu boletim atualizado nesta quinta-feira (5), a NOAA informou que existe uma pequena possibilidade de a tempestade alcançar o nível G2, considerado moderado, durante o sábado.A escala utilizada pelos especialistas apresenta cinco categorias. O nível G1 representa os fenômenos de menor intensidade, enquanto o G5 corresponde às tempestades extremas, que podem provocar impactos muito mais significativos.
Por enquanto, a expectativa é de uma tempestade de baixa intensidade, mas o comportamento do vento solar continuará sendo acompanhado pelos centros de monitoramento.
O que provocou o novo alerta de tempestade solar?
Diferentemente de outros episódios associados diretamente a grandes explosões solares, a nova tempestade está relacionada principalmente a uma corrente de vento solar de alta velocidade.
Esse fluxo parte de uma região conhecida como buraco coronal, onde o campo magnético do Sol permite que partículas carregadas escapem para o espaço com maior facilidade.Quando essas partículas alcançam a Terra, podem interagir com o campo magnético do planeta e provocar oscilações geomagnéticas.
A NOAA também acompanha os possíveis efeitos de uma ejeção de massa coronal registrada em 1º de novembro, cuja trajetória poderia provocar uma passagem tangencial pelo planeta nesta quinta-feira (5).
Entretanto, a principal causa da tempestade prevista para sexta-feira e sábado é a chegada de uma nova corrente de vento solar.
A intensidade do fenômeno dependerá das características desse material, incluindo sua velocidade e a orientação do campo magnético transportado pelas partículas.Novas explosões foram registradas no Sol
Além da corrente de vento solar, os equipamentos de monitoramento identificaram novas erupções na superfície do astro.
De acordo com a NOAA, a atividade solar alcançou níveis baixos nas últimas observações, com o registro de duas explosões da classe C.
Uma delas ocorreu em uma região identificada como AR4566, que apresenta uma configuração magnética complexa e continua sendo monitorada pelos cientistas.
Os especialistas consideram possível a ocorrência de novas explosões da classe M entre os dias 5 e 7 de novembro. Também existe uma pequena possibilidade de eventos da classe X, que reúne as erupções solares mais intensas.No entanto, a agência não identificou, nas imagens analisadas em seu boletim de 5 de novembro, novas ejeções de massa coronal diretamente direcionadas à Terra.
É importante distinguir os fenômenos: uma explosão solar pode afetar rapidamente determinadas comunicações por rádio, enquanto uma tempestade geomagnética depende da interação do vento solar ou de material lançado pelo Sol com o campo magnético terrestre.
Satélites e sistemas de GPS podem apresentar interferências
Os satélites estão entre os equipamentos que exigem maior acompanhamento durante períodos de instabilidade geomagnética.
Quando uma tempestade solar alcança a Terra, partículas carregadas podem modificar as condições do ambiente espacial e provocar alterações temporárias no funcionamento de determinados sistemas.Em eventos de nível G1, os efeitos esperados são pequenos. Mesmo assim, operadores de satélites acompanham as condições para identificar eventuais interferências.
Se o fenômeno atingir a categoria G2, poderão ocorrer alterações na resistência atmosférica enfrentada por satélites em órbita baixa, além da necessidade de ajustes em determinadas operações.
Outro serviço que merece atenção é o GPS. As perturbações na ionosfera podem modificar a propagação dos sinais enviados pelos satélites de navegação.
Entretanto, isso não significa que aplicativos de mapas deixarão de funcionar. Com a intensidade prevista no boletim, não há indicação de problemas generalizados nos serviços de localização.Celulares podem ficar sem sinal durante a tempestade solar?
A possibilidade de interrupção dos serviços de telefonia costuma gerar preocupação sempre que uma nova tempestade solar é anunciada.
No entanto, a previsão não indica que os celulares deixarão de funcionar ou que milhões de brasileiros ficarão sem internet.
Os smartphones também não deverão sofrer danos diretos em decorrência de uma tempestade geomagnética fraca.
Em situações mais intensas, fenômenos espaciais podem interferir em sistemas de comunicação por satélite e em serviços de navegação utilizados pelos aparelhos.Além disso, redes de telecomunicações podem depender de diferentes infraestruturas tecnológicas, mas isso não significa que uma tempestade de categoria G1 provoque interrupções generalizadas.
Portanto, os usuários não precisam desligar seus aparelhos ou adotar medidas especiais por causa do alerta divulgado.
Alerta para risco de interferências nas comunicações por rádio
Além das alterações geomagnéticas, os cientistas acompanham a possibilidade de novas explosões solares provocarem interrupções temporárias nas comunicações por rádio.
Segundo a atualização da NOAA, existe uma probabilidade de 30% de ocorrerem eventos de níveis R1 ou R2 nesta quinta-feira (5).Para sexta-feira (6) e sábado (7), a estimativa aumenta para 35% em cada dia.
Essas categorias representam interferências fracas e moderadas, que podem prejudicar determinadas transmissões de rádio de alta frequência, especialmente na parte iluminada da Terra.
A agência também estima uma probabilidade diária de 10% de eventos da categoria R3 ou superior, considerados mais intensos.
Esses percentuais, entretanto, dizem respeito à possibilidade de novas explosões solares provocarem apagões de rádio. Eles não representam uma previsão de interrupção de serviços de telefonia celular.Brasil pode ser afetado pela nova tempestade solar?
A tempestade geomagnética poderá provocar alterações no campo magnético terrestre, mas os impactos não deverão ocorrer com a mesma intensidade em todas as regiões.
Áreas próximas aos polos magnéticos costumam apresentar maior sensibilidade a esses fenômenos.
Por isso, países situados em latitudes elevadas poderão registrar oscilações discretas em redes elétricas e interferências em operações espaciais.No Brasil, não há previsão de interrupções generalizadas de energia elétrica, internet ou telefonia em decorrência da tempestade prevista para os dias 6 e 7 de novembro.
Ainda assim, empresas e instituições que utilizam sistemas especializados de navegação, radiocomunicação e satélites podem acompanhar os boletins para identificar possíveis mudanças nas condições espaciais.
O fenômeno também poderá favorecer o aparecimento de auroras em regiões de altas latitudes. Essas luzes surgem quando partículas energéticas interagem com os gases presentes na atmosfera.
Monitoramento da atividade solar
O Centro de Previsão do Clima Espacial da NOAA acompanha continuamente o comportamento do Sol por meio de satélites, instrumentos de observação e modelos científicos.Os equipamentos permitem identificar explosões solares, variações no vento solar e mudanças nas condições do campo magnético terrestre.
Com essas informações, os especialistas atualizam os alertas e calculam a possibilidade de interferências em diferentes sistemas tecnológicos.
Para os dias 6 e 7 de novembro, a previsão divulgada em 5 de novembro indicava nível G1, com pequena possibilidade de alcançar G2 no sábado.
Embora a nova tempestade solar possa provocar alterações pontuais em equipamentos e comunicações, os dados desse boletim não indicavam consequências generalizadas para a população.









