“Faltava só um quadradinho”. Foi assim que um amigo de Aristóteles Onassis Tufaile, de 47 anos, descreveu o que restava para concluir o muro que separa a casa da vítima da propriedade do vizinho Manoel Paulo Cardoso, suspeito de mata-lo a tiro na noite de terça feira dia 20-10 em Campo Grande Manoel tentou fugir após o crime, mas sofreu um acidente de trânsito e foi preso pela Polícia Militar.Manoel tentou fugir após o crime, mas sofreu um acidente de trânsito e foi preso pela Polícia Militar.Muito emocionado, o amigo preferiu não se identificar. Ele lembrou de Aristóteles como uma pessoa tranquila, que não gostava de confusão, e disse não conseguir entender o motivo do crime. Contou que soube pelos jornais que o desentendimento teria relação com a obra e mostrou o pequeno trecho que ainda faltava para terminar o muro.
Segundo a viúva, Aristóteles e o filho, de 23 anos, consertavam uma calha quando o vizinho reclamou que pedras haviam caído na propriedade dele e quebrado uma telha. Ela contou que o homem chegou a dizer que mostraria “como um homem resolve isso” e voltou pouco depois com uma arma.
Aristóteles morreu após levar um tiro na cabeça. O filho foi atingido em diferentes partes do corpo e permanece internado em coma induzido na Santa Casa.
A viúva negou que houvesse brigas anteriores e afirmou que a relação entre os vizinhos era boa.Segundo a Polícia Militar, Manoel confessou ter atirado contra pai e filho, mas alegou que havia sido ofendido e atingido por pedras e pedaços de madeira. Ele afirmou que usou a arma porque temia pela própria segurança.
Após os disparos, Manoel fugiu de carro, mas sofreu um acidente na Rua Marechal Floriano. Uma equipe da 10ª Companhia Independente da Polícia Militar o prendeu.
A Polícia Civil investiga as circunstâncias do crime.









