Ninguém foi preso na operação que apreendeu 230 toneladas de madeiras que escondiam cocaína e eram transportadas em caminhões com origem em Santa Cruz, na Bolívia, fronteira com Mato Grosso do Sul. Agora, é necessário aguardar o exame que vai detectar o tipo de substância apreendida.
A 230 toneladas de madeira divididas em oito caminhões, quatro deles,foram apreendidos em Corumbá. “Se confirmada, essa será a maior apreensão de cocaína realizada no Brasil”, disse o delegado da Receita Federal em Cuiabá (MT), Raimundo Mendes.
Ainda não foi confirmado qual era o destino do entorpecente; no entanto, as cargas tinham como destinos declarados em MS as cidades de Campo Grande e Anastácio. Já no PR, o destino era Curitiba. No entanto, há indícios de que esses locais não seriam o destino final.
Para a reportagem do Jornal Midiamax, a delegada da Alfândega da Receita Federal em Corumbá (MS), Tatiane Suhogusoff, informou que neste momento ninguém foi preso. Isso porque é necessário aguardar o exame conclusivo, que teve amostra encaminhada para Campo Grande.
“Até o momento, não houve prisões, pois o exame conclusivo ainda não foi finalizado. A amostra foi encaminhada para Campo Grande, e o resultado pode levar alguns dias”, esclareceu Tatiane.
A apreensão ocorreu por meio da Operação Timber Shield, conduzida com os Estados Unidos e também a Aduana Nacional da Bolívia. Assim, foram identificados indícios consistentes de utilização de cargas de madeira para o transporte internacional de cocaína oculta na estrutura do material.
Para realizar o transporte, os traficantes introduziram a cocaína nas toras, substituindo a ceiva da madeira por cocaína líquida. “A cocaína é impregnada na madeira, utilizando ocultação química por meio de solventes específicos. Trata-se de um método recente de ocultação, com aumento significativo no uso da técnica de impregnação”, explicou a delegada.







