MP investiga pulverização de agrotóxico sobre comunidade indígena

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou investigação para apurar denúncias de pulverização de agrotóxicos sobre a Terra Indígena Guyraroká, em Caarapó MS.

Segundo o órgão, ofícios foram enviados à Polícia Militar Ambiental (PMA), Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) e Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), para que verifiquem a possível aplicação irregular de agrotóxicos na região .
A Câmara Municipal de Caarapó também foi requisitada e deverá prestar informações sobre se o município tem legislação específica sobre pulverização aérea.

A medida do Ministério Público estadual acontece após os Guarani e Kaiowá retomarem uma fazenda, chamada Iputiã, e reivindicarem que os proprietários parem de pulverizar agrotóxico na área indígena. Os Guarani e Kaiowá também pedem a resolução da demarcação das terras, que está parada há mais de uma década.

Guyraroká

Um vídeo, registrado na última quinta-feira (25) no local da retomada, traz o relato de uma indígena que mostra a situação dos integrantes que fazem a ocupação na fazenda.

“Eles estão todos ali na fazenda, queimaram tudo o que tinha. Aqui está a comunidade. Pessoal está rezando por quem passou mal. Teve mulher grávida que tomou tiro e está desmaiada e não tem Sesai para socorrer. É por nossa terra que estamos passando por isso. Estamos cansados de esperar, já reclamamos tanto, chegamos até na ONU e ninguém resolveu. Aqui nós estamos pela nossa terra, por nosso povo Guarani e Kaiowá. Fazendo assim para que possam olhar para o nosso povo e demarcar a nossa terra”, diz a indígena no vídeo.

➡️A fala da indígena no vídeo, feita em Guarani, foi traduzida por Simão Guarani e Kaiowá.

Conforme o Cimi, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) foi acionada e os indígenas pedem que a Corte internacional acelere os processos judiciais que envolvem a demarcação da Terra Indígena Guyraroká, já que a medida pode ser a “única capaz de solucionar o problema definitivamente e garantir a sobrevivência física e cultural da comunidade”, publicou o conselho.

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