A médica Olívia Paroschi Jafar deixou a prisão nesse sábado (18), após pagamento de fiança. Ela estava presa há mais de 10 dias e é suspeita de participação em esquema de fraude de R$ 27 milhões na compra de livros em Mato Grosso do Sul.
Segundo a advogada Estella Bauermeister, a Justiça determinou que Olívia use tornozeleira eletrônica, compareça sempre que for convocada e não mantenha contato com familiares que estão presos.
A Operação Gutenberg, deflagrada em 7 de julho de 2026 pelo Gaeco, investiga uma organização criminosa que utilizava a regulação de vagas do SUS como “moeda de troca” para forçar prefeituras a comprar livros paradidáticos.
O esquema, classificado pelo MP como “repugnante”, é suspeito de condicionar o acesso da população a exames, cirurgias e leitos hospitalares à assinatura de contratos com a Editora Avante, movimentando cerca de R$ 27 milhões em recursos públicos entre 2022 e 2024.
As investigações revelaram que o grupo interferia diretamente nos setores de compras das prefeituras, oferecendo um “manual” com o passo a passo para burlar licitações. Esse material incluía orientações desde a elaboração de estudos técnicos preliminares até a emissão de pareceres jurídicos e notas fiscais, permitindo que a empresa direcionasse as contratações por inexigibilidade de licitação.
🔎 O grupo é apontado como uma sucessão familiar do esquema investigado anteriormente na Operação Lama Asfáltica, mantendo modelos similares de atuação sob o comando de Rossana Paroschi Jafar.
O núcleo do esquema contava com a participação decisiva de Ed Carlo Britto Burgatt, então coordenador de regulação da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MS), que usava seu cargo para privilegiar ou punir municípios conforme o interesse da editora.







