Ação do PCC em postos de combustíveis deixou rombo milionário

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Oito meses depois de uma megaoperação da PF (Polícia Federal) contra um esquema operado pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) em postos de combustíveis — o que respingou na pequena cidade de Iguatemi e deixou para trás um rombo milionário em Mato Grosso do Sul —, novidades podem chegar com a possível delação de Daniel Bueno Vorcaro, dono do liquidado Banco Master.
Nos últimos dias, houve um avanço no acordo de delação premiada com a PF e a PGR (Procuradoria-Geral da República), apontando negociações entre a instituilção financeira e atividades de lavagem de dinheiro, incluindo possíveis ligações com o crime organizado.
Por aqui, na época em que estouraram as articulações do grupo criminoso, foi constatado que distribuidoras — algumas com setor em Campo Grande— tiveram suas inscrições canceladas e foram multadas em valores milionários.
“Foram multadas em valores bem elevados, altíssimos, mesmo, lembro disso. A ação [da PF] foi pontual na época, em Iguatemi. A ANP[Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis] foi comunicada, sabia que existia a situação em respectivos postos e que a distribuidora sempre estava fechada, nunca abria, mas tinha movimentação”, ressaltou o presidente do Sinpetro(Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniência de MS), Edson Lazarotto.

Com as apurações, foi descoberto que a organização criminosa estava emitindo notas fora do Estado, ou seja, impostos não estavam sendo recolhidos em nível estadual. Além das questões tributárias, foi apurada a questão da adulteração de combustíveis, em postos supostamente controlados pelo PCC.

O Procon-MS (Órgão de Orientação, Proteção e Defesa do Consumidor) não chegou a ser acionado, na ocasião, porém, a Decon(Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes contra as Relações de Consumo) realizava várias ações em postos de combustíveis. Quem a coordenava, na época, era o delegado Reginaldo Salomão.

“Nosso foco era a questão do combustível adulterado. Tivemos um caso de fraude, no tocante aos medidores, mas não entramos na alçada da lavagem de dinheiro. É necessário um equipamento específico para isso, além de pessoas com especialidade em extração; então, não entramos nesta alçada da ‘Carbono Oculto’. Quando houve a apuração que se relacionava ao crime organizado, foi enviado o despacho ao Dracco [Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado]”, disse.

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