A adolescente de 17 anos suspeita de deixar o próprio filho recém-nascido morto em uma lixeira, em Ponta Porã, não sabia que estava grávida; é o que diz o advogado da menina, Paulo Belarmino de Paula Júnior. Segundo o defensor, a jovem ainda deve apresentar sua versão dos fatos para a polícia.
Para a reportagem, Paulo Belarmino adiantou o relato da jovem. Segundo ele, a adolescente até suspeitou da gestação, mas não fez teste e não teve barriga visível ao longo dos meses. Por isso, não sabia que estava de fato grávida.
Na segunda-feira, dia 20, começou a passar mal, foi ao banheiro e sentiu as cólicas aumentarem. Ela deu à luz ali mesmo. De acordo com a jovem, o menino nasceu sem vida, “roxinho”, por isso os pais dela, que estavam em casa no momento, não ouviram choro, nem perceberam nada.
A menina esperou que eles saíssem e só então tirou o bebê da casa. Deixou o menino na lixeira e voltou.
Mais tarde, a mãe e o pai da adolescente a encontraram se automutilando e a levaram para o hospital. Lá, ela contou sobre o bebê, mas, nessa altura, a polícia já havia descoberto o caso e retirado o recém-nascido da lixeira.
O pai da criança já foi ouvido pela polícia e, em depoimento, afirmou que os dois sabiam da gestação. Mas o advogado reafirmou que eles apenas desconfiaram e que a cliente nunca fez teste para confirmar.
O bebê foi encontrado na manhã de terça-feira (21) por funcionáriosda Secretaria de Obras da cidade, que trabalham na coleta de lixo, na rua Vasco da Gama, no Jardim Primavera. O recém-nascido estava enrolado em um casaco e parecia estar morto há algumas horas.
Hoje, o caso é investigado como infanticídio — ato de a mãe matar o próprio filho durante ou logo após o parto, sob influência do estado puerperal — pela 2ª Delegacia de Ponta Porã.









